Produtividade e software

Software para projeto de placas de sinalização: 7 critérios para escolher o seu

O que avaliar num software para projeto de placas de sinalização vertical: cálculo normativo, películas, suportes, DXF, quantitativos e rastreabilidade.

Cláudio Fernandes · · atualizado em · 4 min de leitura

Quem projeta ou fabrica placas de sinalização vertical normalmente trabalha com uma combinação de CAD, planilhas de cálculo e muita conferência manual. Funciona, mas cobra caro em horas técnicas, em retrabalho e em risco de reprovação. Um software especializado só vale a pena se resolver exatamente esses três pontos.

Resposta curta: um bom software para projeto de placas de sinalização calcula a placa pela norma (Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, NBR 14891 e NBR 14644), especifica a película, dimensiona o suporte e entrega DXF, relatórios e lista de materiais prontos para a fábrica. Se o projetista ainda consulta tabelas e redesenha no CAD, a ferramenta só desenha. O ViaSign, software online da Viaxis Tech Hub, foi construído sobre os sete critérios abaixo.

Estes são os critérios que recomendamos avaliar.

1. O cálculo é normativo ou é só desenho?

A primeira pergunta separa ferramentas de desenho de ferramentas de projeto. Um bom software precisa aplicar, por conta própria, os critérios da ABNT NBR 14891, da ABNT NBR 14644 e dos Manuais Brasileiros de Sinalização de Trânsito do CONTRAN, além das especificações de órgãos como o DER/SP quando exigidas. Se o projetista ainda precisa consultar a tabela e digitar o resultado, o software está só desenhando.

2. A placa é dimensionada a partir da mensagem?

Em placas de indicação, a largura e a altura são consequência da altura de letra, da série do alfabeto, do texto, das setas e dos pictogramas (veja como dimensionar a altura de letra). O software deve calcular a placa a partir da mensagem e da classe da via, e recalcular tudo quando qualquer um desses dados muda.

3. A película sai da especificação ou do costume?

Verifique se o software escolhe a película de fundo e de legenda pela classe da via, pela função da placa e pela implantação, e se trata as exceções, como a placa R-1 (veja como escolher a película retrorrefletiva).

4. O suporte é calculado ou escolhido à parte?

O suporte depende das dimensões finais da placa. Se ele é escolhido numa etapa separada, qualquer mudança na placa pode deixá-lo subdimensionado sem ninguém perceber. O ideal é que tipo, quantidade, comprimento e engastamento sejam recalculados junto com a placa (veja dimensionamento de suportes).

5. O que sai do software chega pronto a quem vai usar?

Projeto que precisa ser redesenhado na fábrica não economizou tempo, só mudou de lugar. Avalie as saídas:

  • DXF organizado por camadas para corte e plotagem;
  • PDF e SVG das pranchas de diagramação;
  • KMZ para conferir a implantação no Google Earth;
  • lista de materiais consolidada: chapas, películas por tipo e cor, suportes e fixações;
  • relatórios de memória de cálculo e estrutural.

6. Existe uma biblioteca de sinais e pictogramas confiável?

Redesenhar sinais e pictogramas a cada projeto é perda de tempo e fonte de erro. Um acervo curado, com sinais de regulamentação e advertência, setas, escudos de rodovia e pictogramas prontos e nas proporções corretas, acelera a composição e padroniza o resultado entre projetistas.

7. O projeto é rastreável?

Quando a fiscalização questiona uma placa, é preciso mostrar por que ela tem aquela dimensão e aquela película. O software deve registrar os critérios aplicados em cada placa e permitir reabrir o projeto, alterar um parâmetro e ver o efeito em tudo o que depende dele.

Para ver quais programas existem hoje no Brasil e em que categoria cada um se encaixa, leia programa para fazer placas de sinalização: as opções no Brasil.

Como medir o ganho antes de decidir

A forma mais honesta de avaliar é com um projeto seu. Some o tempo atual de uma placa típica, do dimensionamento à lista de materiais, incluindo conferência e retrabalho, e compare com o tempo da mesma placa no software. Multiplique pela quantidade de placas que a equipe produz por mês e pelo custo da hora técnica.

Onde o ViaSign se encaixa

O ViaSign é um motor de cálculo normativo de sinalização vertical construído sobre esses sete critérios: a classe da via e a velocidade são informadas uma vez; altura de letra, dimensões, películas e suportes são calculados conforme NBR 14891, NBR 14644, CONTRAN e DER/SP; e o mesmo cálculo gera pranchas, DXF, KMZ, relatório estrutural e lista de materiais, com acervo curado de sinais, setas, escudos e pictogramas.

A demonstração técnica é feita com placas do seu dia a dia, para que você veja o fluxo e o ganho no seu próprio caso.

Perguntas frequentes

CAD genérico serve para projeto de placas de sinalização?

Serve para desenhar, mas não calcula. Em CAD, altura de letra, largura de linha, películas, suportes e quantitativos são definidos à parte, em planilhas, e conferidos manualmente. Um software especializado faz esse cálculo a partir da norma e gera o desenho como consequência.

Um software de projeto de placas substitui o projetista?

Não. Ele elimina o trabalho repetitivo de cálculo, conferência e quantificação, e deixa o projetista livre para as decisões de engenharia: o que sinalizar, onde, e como resolver os casos fora do padrão.

Como avaliar o ganho de um software antes de contratar?

Compare o tempo atual por placa (dimensionamento, desenho, conferência e quantitativos) com o tempo no software, num projeto real seu. A demonstração técnica do ViaSign é feita dessa forma, com placas do seu dia a dia.

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